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Ela fazia Michael ler em voz alta livros da literatura clássica alemã, tudo que ele estava estudando na escola. Se entretinha com suas leituras, e criou até um ritual, primeiro ele lia pra ela, segundo tomavam banho juntos e terceiro transavam. Michael começa a se interessar por outra menina na escola, começa a sair com os amigos na piscina pública, e começa a se questionar quanto ao que sente por Hanna. O relacionamento deles não é assumido nem para os pais deles, nem amigos. Num certo dia Hanna vai embora, sem avisá-lo. Ele tenta saber para onde ela foi ,mas não acha.
Sete anos depois Michael , um estudante de direito, reencontra Hanna em um julgamento. Acusada de ter participado de homicídios durante a 2ª Guerra Mundial, e mais outras 5 mulheres que eram guardas da SS, o foco no julgamento era saber por quê as mulheres não abriram a porta de uma igreja num incêndio que matou milhares de judias que estavam sobe responsabilidade delas. No julgamento Hanna é desmarcarada, Michael começa a descobrir seu passado. Quando era guarda, Hanna e as outras tinham que escolher quem iam mandar de volta para um outro campo de concentração, essas escolhidas eram mortas, por não estarem fortes o suficiente para trabalharem. Antes de mandá-las Hanna escolhia uma, que ficava sobe sua proteção, que dormiria em seu quarto e comeria o que quisesse antes de ser mandada à morte. No julgamento revelam que as meninas escolhidas apenas liam em voz alta para Hanna. Ela é condenada sem nem se quer tentar se defender, o que deixa Michael muito intrigado por saber que ela não foi a unica culpada. Enquanto as outras ex-guardas cumpririam penas mais leves , Hanna foi condenada a prisão perpétua. Ele sabia o segredo dela, e por ela não abrir mão dele, estava sendo duramente condenada.
Depois de algum tempo Michael se casa, e tem uma filha. Quando a filha completou 5 anos se divorciou. Hanna não saiu da sua vida, sempre pensando nela. No meio de tudo isso, pensando sobre sua vida, ele começa a ler « Odisséia ». Decidiu gravar numa fita cassete, depois foram contos de Schnitzler e Tchekov, mas demorou para envia-los à Hanna, mesmo sabendo onde estava. Enviou as fitas sem nenhuma observação pessoal, depois de 4 anos ela o escreve um bilhete comentado que tinha gostado da última leitura, passa a escrever bilhetes, sempre com poucas linhas e observações sobre autores ou sobre o presídio. Ele nunca respondeu aos bilhetes, mas continuou a lhe enviar as fitas.
Certo dia lhe é enviada uma carta da diretora do presídio lhe dizendo que Hanna iria sair da prisão, depois de 18 anos de pena, dali a um ano e que iria precisar de alguém próximo para lhe ajudar e apoiar, e ele era o único que a escrevia, Hanna não tinha mais ninguém. Ele a arrumou um apartamento e um emprego, assim como a diretora tinha solicitado.,mas não foi visitá-la durante o período que estava sendo aguardado para a decisão de Hanna ser ou não solta. A diretora o chamou para que fosse lá, em uma semana Hanna estaria livre. Ele foi, viu Hanna, não pode associar com a Hanna que conhecerá, estava com cabelos grisalhos, cheiro diferente, sua imagem era de uma senhora. Conversaram, sobre onde Hanna ia ficar, o que ele fez durante aqueles anos, e de como se sentia admirado por Hanna ter aprendido a ler na prisão, combinaram que a pegaria na semana seguinte para levá-la ao apartamento que lhe arrumou.
No dia anterior ligou para o presídio, falou com a diretora, que disse estar nervosa pois Hanna ficara muito tempo presa, e que não iria ser fácil a adaptação. Falou com Hanna de onde queria ir no dia seguinte, lhe pediu que planejasse. No dia seguinte chegando lá foi avisado que Hanna estava morta, tinha se enforcado ao amanhecer. A diretora contou como foi a estadia de Hanna e todo o processo de alfabetização. Que as fitas tinham ajudado no processo, que Hanna aprenderá quase sozinha. E que aguardava alguma carta dele, que se comunicasse com ela, explicou que nos últimos anos tinha se excluído, tinha engordado e não tinha mais a mesma limpeza meticulosa de quando entrara na prisão. Em uma espécie de testamento pediu para Michael entregar dinheiro para uma senhora, ela e a mãe foram as únicas sobreviventes do incêndio, ele foi a Nova York, com a decisão da mulher, fez uma doação a uma instituição de alfabetização judaica.
Michael se sentiu culpado as vezes pela morte dela, ele nunca a esqueceu, nunca se livrou da histórias dos dois. Parece que parou no tempo, não viveu, sempre com Hanna em seus pensamentos.
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